A Semana Mundial da Alergia é celebrada anualmente, a campanha é promovida mundialmente pela Organização Mundial de Alergia (WAO), com foco em conscientizar autoridades, profissionais de saúde e, principalmente, a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das doenças alérgicas. O tema da campanha deste ano é “Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial”. Com o objetivo de reforçar a conscientização, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) alerta a população sobre prevenção e diagnóstico.
As alergias acontecem quando anticorpos ou linfócitos reagem de forma exagerada ao entrar em contato com determinadas substâncias. Entre as reações alérgicas mais comuns estão rinite alérgica, asma e sinusite. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, até 2050, metade da população mundial poderá apresentar algum tipo de alergia, em função de fatores como mudanças climáticas, que favorecem a maior disseminação de agentes alergênicos.
O ambulatório de alergia e imunologia do Hospital Geral de Palmas (HGP) é referência e atende crianças com alergias respiratórias e alimentares de todo o Estado. Segundo a responsável pelo ambulatório pediátrico, Jeane Coimbra, neste semestre foram atendidos cerca de 498 pacientes na unidade para tratamento de alergias.
De acordo com a médica imunologista pediátrica do HGP, Raquel Baldaçara, as principais alergias tratadas na unidade são as respiratórias, como asma, além de alergias alimentares — principalmente a leite de vaca, ovo, trigo, soja, castanhas, peixes e crustáceos —, alergias a insetos himenópteros (abelhas, vespas e formigas), anafilaxias, incluindo anafilaxias idiopáticas (sem causa definida), urticárias crônicas, dermatite atópica, alergias a medicamentos e acompanhamento de sequelas de farmacodermias graves, como Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, além do acompanhamento de erros inatos da imunidade (imunodeficiências primárias).
Ela explica ainda que existem mais de 450 tipos diferentes de imunodeficiências primárias, que requerem diagnóstico rápido e tratamento específico. “Realizamos também testes de provocação a alimentos e medicamentos, infusão de imunoglobulinas em pacientes com imunodeficiências primárias e acompanhamos pacientes submetidos, em grandes centros, a transplante de medula óssea por imunodeficiência primária combinada grave”, afirma.
A mãe Jucileia da Cruz Pimentel, de Araguaína, levou a filha de oito anos, Ellen Fernanda da Cruz, para realizar teste alérgico no HGP. “A princípio ela teve uma reação alérgica à picada de inseto, então viemos investigar se ela tem outros tipos de alergia”, relata.
Teste alérgico
A médica pediatra do HGP, Clarice Parrião Azevedo Cavalcante, explica como funcionam os testes alérgicos. “No ambulatório, realizamos testes para alimentos, como o Prick Test, que é o teste de puntura com leitura imediata, e o Prick-to-Prick. O Prick Test utiliza extratos alergênicos padronizados, enquanto o Prick-to-Prick é utilizado quando não há padronização, usando o alimento in natura — como castanhas ou frutas — para avaliação da sensibilidade do paciente”, explica.
Segundo ela, quando o resultado é negativo, pode-se indicar o teste de provocação oral, no qual o alimento é ingerido de forma padronizada e gradual, começando por versões processadas até chegar ao alimento in natura.
Tratamento
O tratamento das doenças alérgicas é fundamentado na identificação dos fatores desencadeantes das crises. Para isso, são realizados diversos exames e testes, considerados padrão na investigação do quadro alérgico.
Os cuidados incluem medidas de controle ambiental e uso de medicamentos para controle dos sintomas. Nos casos com indicação clínica, a imunoterapia específica (vacinas de alérgenos) pode melhorar os sintomas e a evolução da doença.
Prevenção
É importante observar as condições ambientais do cotidiano (casa, trabalho, contato com animais etc.), bem como os fatores desencadeantes dos sintomas e os antecedentes familiares de alergia. Dessa forma, torna-se mais fácil identificar o tipo de alergia.
Em geral, recomenda-se evitar situações que provoquem reações alérgicas de forma repetida. Evitar o contato com o alérgeno é a melhor forma de prevenir a reação alérgica.
Sinais de alerta
Doenças como rinite, rinossinusite, conjuntivite, bronquite, dermatite, angioedema, urticária, esofagite (inflamação do esôfago), gastrite e gastroenterites podem ser induzidas por alergias. Em casos mais graves, podem evoluir para choque anafilático e parada cardiorrespiratória.
Fonte: SES-TO
Texto/Imagem: SES-TO



