Após 78 dias de espera, servidores públicos voltaram a cobrar uma definição da Assembleia Legislativa sobre a votação das indenizações. A mobilização teve como uma das principais vozes o sindicalista Saimon Lima de Britto, diretor regional do Bico do Papagaio do SISEPE, que destacou a necessidade de respeito aos servidores e de uma resposta concreta por parte do Parlamento.
O sindicalista Saimon Lima de Britto, elevou o tom das cobranças direcionadas aos parlamentares que não compareceram ao plenário. Em discurso firme, Saimon classificou a ausência da maioria dos deputados como desrespeito aos servidores públicos.
Segundo ele, dezenas de servidores deixaram suas atividades e depositaram confiança nas instituições, mas voltaram para casa sem respostas. “Os servidores merecem respeito, consideração e uma posição clara do Parlamento. Não é aceitável que uma pauta tão importante continue sendo adiada enquanto famílias inteiras convivem com a incerteza”, afirmou.
Representantes de diversas categorias estiveram presentes na Assembleia Legislativa nesta terça-feira acompanhando a pauta que trata das indenizações dos servidores. No entanto, mais uma vez, a ausência da maioria dos deputados impediu a deliberação da matéria. Apenas oito parlamentares compareceram à sessão, frustrando a expectativa de milhares de servidores que aguardavam uma definição.
Após quase três meses de espera, o clima entre os servidores é de indignação, cansaço e insegurança. Muitos compareceram à Casa Legislativa acreditando que finalmente haveria uma resposta para uma demanda que impacta diretamente a vida de milhares de famílias tocantinenses.
Para o sindicalista Saimon Lima, a situação ultrapassa a questão administrativa e passa a representar uma falta de respeito com quem dedica a vida ao serviço público.
“Os servidores não estão pedindo privilégios. O que estamos cobrando é uma resposta clara, segurança jurídica e respeito. São 78 dias de espera, de incertezas e de angústia para milhares de servidores que precisam organizar suas vidas e cumprir seus compromissos. O serviço público merece ser tratado com seriedade”, afirmou.
Segundo Saimon, a mobilização demonstra que os servidores seguem atentos e unidos na defesa de seus direitos. Ele ressaltou que a categoria continuará acompanhando as sessões da Assembleia até que a matéria seja apreciada e uma solução definitiva seja apresentada.
O adiamento da votação prolonga a expectativa de servidores que aguardam uma decisão para recuperar a tranquilidade financeira e o planejamento familiar. Enquanto isso, sindicatos e representantes das categorias mantêm a pressão para que o tema seja tratado com prioridade pelo Poder Legislativo.
A expectativa agora é que a votação possa ocorrer nos próximos dias, mas os servidores afirmam que permanecerão mobilizados até que haja uma definição concreta para a pauta que se arrasta há mais de dois meses.
Fonte: divulgação




